Kingston lança SSDs no Brasil

via Link Estadão - Cultura Digital de Jocelyn Auricchio em 01/05/10
A Kingston, fabricante de dispositivos de memória como pendrives e cartões de memória, anunciou o lançamento no Brasil de sua linha de SSDs. Os SSDs (discos de estado sólido, isto é, sem partes móveis) são a última palavra em armazenamento de dados. É como se vários cartões de memória flash fossem colocados em uma placa e controlados simultaneamente.
A diferença entre os cartões de memória e os SSDs: os dados são divididos em cada célula de memória, diminuindo o desgaste e aumentando a vida útil dos SSDs. Você leu direito. Os SSDs tem um ciclo finito de vida, como qualquer cartão de memória. Mas até aí, qualquer HD se desgasta com o tempo. Pode durar mais que um SSD, mas um dia, qualquer HD falha. E quando isso acontece, não tem volta. Com os SSDs, pelo menos é possível recuperar os dados depois. Apesar de não permitir que mais dados sejam gravados, o SSD fica totalmente acessível, podendo ser usado para transferência para outro disco. A estimativa é que um SSD dure 3 anos em uso constante.
Quanto menos ciclos de gravação, maior será a durabilidade. A principal vantagem do SSD é a velocidade de acesso e gravação. Ele trabalha com uma taxa de transfarência de 5 a 10 vezes mais rápida que um HD convencional. É claro, em números teóricos, pois em uso corrente, o ganho para o usuário comum não chega a ser tão grande. Em nossos testes, um notebook equipado com HD comum foi, do boot até o desktop, em 1 min e 35 seg. Com o SSD, o tempo foi reduzido para 45 seg. Parece pouco, mas no dia a dia, isso pode fazer uma diferença enorme.
Outra vantagem do SSD é a redução no consumo de energia. Como não tem partes móveis, o drive conserva bateria. Em desktops e servidores, a principal vantagem é a menor geração de calor. Quanto mais quente um PC, mais ventilação ele precisa. E quanto mais ventoinhas, maior o ruído.
O mais bacana do SSD é que ele é virtualmente indestrutível. Se um notebook cai no chão com o HD funcionando, o dano pode ser instantâneo e irreparável. O choque faz as agulhas do HD arranharem o disco. Um SSD pode tomar o tombo que for e continua inteiro. Se o computador não for destruído no impacto, os dados podem ser acessados. E se o dano for irreparável no notebook, em muitos casos, o SSD ainda funciona.



Louis Kaneshiro (o rapaz de óculos), gerente de tecnologia da Kingston, fez questão de mostrar o quanto os drives são duráveis em uma série de vídeos no YouTube. É no mínimo engraçado. Segundo Kaneshiro, o drive só não sobreviveu ao taco de golfe e ao desafio do boliche. As células de memória foram afetadas pelo impacto. Mas, nos outros desafios, foi possível extrair os dados simplesmente plugando os SSDs.
O único problema do drive é o preço. A série V é a indicada para usuários comuns. Além dos SSDs avulsos, também são vendidos kits de transferência, que trazem um software de transição e um estojo para instalar o HD antigo. OS SSDs avulsos custam R$ 454 (30 GB) e R$ 723 (64 GB) e R$ 1.350 (128 GB). O kit custa R$ 775 (64 GB) e R$ 1407 (128 GB).
A série V+ tem maior velocidade de transferência e maiores capacidades. Por isso, custam mais caro. R$ 999 (64 GB), R$ 1637 (128 GB), R$ 3.704 (256 GB) e R$ 7.350 (512 GB). A série M tem 20% mais durabilidade em relação às anteriores. R$ 1.350 (80GB) e R$ 2.527 (160 GB). E finalmente, a série E, voltada para servidores e uso industrial, tem o dobro de expectativa de durabilidade que os outros, maior velocidade de acesso e preços muito menos camaradas: R$ 2096 (32 GB) e R$ 4014 (64 GB). A relação das lojas que venderão os SSDs pode ser encontrada no site da Kingston.